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Projeto LIT 2020

Projeto de Ampliação do Laboratório de Integração e Testes

O LIT (Laboratório de Integração e Testes) do INPE foi inaugurado em 02 de dezembro de 1987 e está operacional desde então. O LIT possui capacidades de metrologia, qualificação de componentes para aplicações espaciais, ensaios ambientais e, montagem, integração e testes funcionais de produtos espaciais. O LIT permite submeter os produtos espaciais às condições as quais serão submetidos ao longo da sua vida no tocante à vibração ao ser lançado, às condições térmicas e de vácuo da órbita e à interferência e compatibilidade eletromagnética. O LIT já qualificou 20 produtos espaciais que já foram lançados, incluindo satélites do programa espacial brasileiro e argentino. O LIT participa atualmente do desenvolvimento de outros 2 satélites, o CBERS4A e o Amazônia 1. O LIT foi originalmente concebido para qualificar produtos espaciais de até 200kg e 2 metros de dimensão máxima como aqueles satélites da série SCD (Satélites de Coleta de Dados). Entre 2000 e 2008, o laboratório passou por sua primeira ampliação que permitiu que fossem qualificados produtos espaciais até 2000 kg e 4 metros de dimensão máxima, tais como os satélites da série CBERS. O LIT está assim preparado para testar o satélite CBERS4A, já em desenvolvimento. A partir de 2013, o LIT iniciou a sua segunda ampliação de modo a ser capaz de qualificar produtos espaciais de até 6000 kg e 7 metros de dimensão máxima, como os satélites da série SGDC. Em 2015, está sendo concluído o projeto da obra civil e instalações da segunda ampliação do LIT

Esta segunda ampliação do LIT está alinhada com o Plano Brasil Maior, com a ENCTI (Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação), com o PNAE (Plano Nacional de Atividades Espaciais), com a END (Estratégia Nacional de Defesa), com o PESE (Plano Estratégico de Sistemas Espaciais) e com o programa SGDC (Satélite Geoestacionário para a Defesa e Comunicações Estratégicas). A ampliação do LIT é também condição necessária para o desenvolvimento de uma indústria de satélites de telecomunicações no Brasil. A indústria espacial dos países desenvolvidos tem sido sempre liderada por uma indústria de satélites de telecomunicações. Somente a montagem, integração e testes no LIT, já garantiria 20% de conteúdo nacional sobre o custo de um satélite de telecomunicações, além de prover meios e promover o desenvolvimento dos subsistemas pela indústria nacional. A Argentina já possui laboratório que permite desenvolver os satélites de telecomunicações da série ARSAT (de cerca de 3000 kg e 4 metros de dimensão máxima). A ampliação do LIT é importante para manter o Brasil na liderança dessa atividade no Hemisfério Sul, e, em especial, na América Latina. O SGDC, por exemplo, é um programa que prevê a construção de 3 satélites de telecomunicações, a serem lançados em 2016, 2021 e 2026 para permitir comunicação para a área de defesa, comunicações governamentais e levar a banda larga e Internet às regiões mais remotas e menos favorecidas do País. O segundo satélite da série, o SGDC2, vai ser montado, integrado e testado no LIT ampliado, a partir de 2019. Somente a redução no preço do satélite SGDC2 (estimado em R$2,4 bilhões) devido à realização dessas atividades no LIT já compensam o investimento em toda a ampliação do LIT.

A segunda ampliação do LIT consiste: 1) na ampliação da capacidade de realização de ensaios dinâmicos de 160kNewtons para 300kNewtons; 2) na construção de uma sala de integração com pé direito útil de 15 metros, ampliando os atuais 8 metros, e que permitam a abertura de painéis solares e de antenas radar de até 30 metros; 3) na implantação de capacidade de medidas de antenas, em campo próximo e em campo compacto, de satélites radar e de telecomunicações com antenas de até 5,5 metros de dimensão máxima, contra 90 cm atuais. É importante ressaltar que 97% das antenas comercializadas no Brasil são testadas no LIT. O LIT é um importante instrumento para a qualificação de produtos das indústrias automobilística, de telecomunicações, de informática, de defesa e médico-hospitalar, além da aeroespacial, permitindo a exportação desses produtos

O investimento necessário para a ampliação do LIT é de R$ 260,6 milhões de reais. Já há um convênio assinado com a FINEP, em dezembro de 2013, para prover R$ 45 milhões ao projeto. Fontes de recursos para o projeto são o fundo transversal, o FUNTTEL, a lei de informática e o programa InovarAuto.

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